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Você vê seu relacionamento como espelho ou como janela?

  • Espaço Psique Moema
  • 28 de out.
  • 2 min de leitura
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Alguns relacionamentos funcionam como espelhos: refletem nossas inseguranças, medos e feridas antigas. Outros são janelas: ampliam o olhar, despertam curiosidade e nos convidam a crescer.

 

Em diferentes momentos da vida, transitamos entre esses dois modos de nos relacionar. E compreender essa diferença pode transformar a forma como amamos e nos conectamos.

 

Quando o relacionamento é espelho:

 

Quando enxergamos o outro como um espelho, cada gesto pode acionar lembranças dolorosas — o medo de rejeição, de não ser suficiente ou de ser deixado de lado.

 

Como explica Paul Gilbert, criador da Terapia Focada na Compaixão, isso é parte da natureza humana: buscamos segurança emocional e reagimos com defesa quando sentimos ameaça.

A saída está em cultivar a compaixão — a capacidade de reconhecer a dor sem julgamento e oferecer cuidado e compreensão.

 

Com essa postura, o espelho deixa de ser um campo de culpa e se torna um espaço de cura.

O outro não é o inimigo, mas o reflexo de algo dentro de nós que pede atenção e ternura.


Quando o relacionamento é janela:

 

Ver o relacionamento como janela é escolher a curiosidade no lugar da reatividade.

Em vez de pensar “o que há de errado comigo ou com o outro?”, podemos perguntar:

 

“O que essa experiência está tentando me ensinar?”

 

Essa perspectiva se alinha à visão de Steven C. Hayes, criador da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que propõe agir de acordo com nossos valores — como respeito, presença e cuidado — mesmo diante do desconforto.

 

Relacionamentos-janelas não são perfeitos. Mas ajudam a respirar fundo, ver além do próprio ponto de vista e crescer juntos, com empatia e maturidade.

 

O equilíbrio entre espelho e janela

 

Todo relacionamento saudável precisa de espelho e janela.

O espelho mostra o que precisa ser acolhido em nós.

A janela revela o caminho da expansão e do aprendizado.

 

Quando unimos compaixão (Gilbert) e consciência de valores (Hayes), transformamos o conflito em diálogo e a dor em crescimento.

O outro deixa de ser ameaça — e passa a ser parceiro de jornada.


Na próxima vez que algo te incomodar em um relacionamento, pergunte a si mesmo:

 

“Estou diante de um espelho ou de uma janela?”

 

Se for um espelho, olhe para dentro com gentileza.

Se for uma janela, olhe para fora com curiosidade.

Nos dois casos, o caminho é o mesmo: crescer com compaixão.


[Texto escrito pela psicóloga Adriane Camillo]

 

 
 
 

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