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Para pessoas muito autocríticas: o que é ser compassivo consigo mesmo?

  • Espaço Psique Moema
  • 16 de jan.
  • 1 min de leitura

Durante as sessões com meus pacientes, percebo que muitos tem dificuldade para pensar na prática o que é ser compassivo. Muitas vezes isso pode ser confundido com se acomodar, desistir e ou “passar a mão na própria cabeça”.


Na Terapia Focada na Compaixão (CFT), a COMPAIXÃO significa duas coisas bem simples:


- Perceber o próprio sofrimento.

- Responder a isso com cuidado.


Ou seja: “Essa situação está difícil para mim. O que eu posso fazer agora para me ajudar, e não para torná-la ainda mais difícil?”


A mudança importante é entender que você pode querer melhorar e, ao mesmo tempo, ser gentil no caminho.


Vamos pensar em alguns exemplos práticos?


Trocar a voz dura da autocrítica por uma voz mais humana: “Eu fiz o melhor que consegui hoje.”; “Isso foi difícil mesmo, não é frescura.”


Cuidar do corpo quando a mente pesa: dormir, comer, pausar, respirar, pedir ajuda.


Errar sem se destruir: Em vez de “sou um desastre”, tentar: “Errei. O que isso me ensina?”


Uma forma mais fácil de compreender o que é ser compassivo é tratar a si mesmo como você trataria um amigo que está sofrendo: com respeito, paciência e cuidado.


Essas são práticas simples que podem ter uma mudança importante na maneira como você lida consigo mesmo.


Fez sentido para você?


[Texto escrito por Priscila Solamone]

 
 
 

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